Em junho de 2025, o Sesc Mogi das Cruzes inaugurou o mural assinado pelo artista Cazé, representado pela Aborda, como parte da programação que celebra o centenário de Inezita Barroso. Instalado na fachada principal da unidade, o mural destaca a influência da cantora na música e na cultura popular brasileira.
Com cores quentes e formatos fluídos, Cazé retrata Inezita em sua juventude — violão em punho, bandeirinhas de festas populares ao fundo e o contorno do mapa do Brasil. Esses elementos reforçam tanto as origens caipiras da cantora quanto seu impacto nacional. “O mural sintetiza a singularidade de Inezita como artista nacional e ícone da música caipira”, comenta Aline Moraes, curadora da Aborda. Para ela, a escolha da imagem jovem de Barroso também simboliza a perenidade de sua obra, atravessando gerações e distâncias.
Natural de São Paulo, Inezita Barroso (1925–2015) iniciou sua carreira na década de 1940, com formação clássica, mas logo se aproximou do repertório sertanejo e folclórico. Gravadora de discos, apresentadora de rádio e, a partir de 1980, comandante do programa “Viola, Minha Viola” na TV Cultura, ela construiu pontes entre a tradição rural e o público das grandes cidades. Foi ainda professora universitária e pesquisadora do folclore, dedicando-se a documentar manifestações culturais ameaçadas de esquecimento. “Pintar a Inezita é também dar visibilidade à história caipira como protagonista da memória de um Brasil que existe”, observa Cazé, ressaltando o caráter afetivo e político de sua intervenção.
Ao longo de quase quatro décadas, “Viola, Minha Viola” recebeu tanto nomes consagrados quanto violeiros emergentes — muitos vindos de regiões pouco acessadas pela grande mídia. Essa curadoria afetiva foi a marca registrada de Inezita, que via na televisão um instrumento de preservação cultural. Segundo Aline, “Barroso tinha uma forma respeitosa e autêntica de interpretar as canções, mantendo viva a tradição sertaneja sem abrir mão de um olhar contemporâneo”.
Em 2025, ano em que a cantora completaria 100 anos, seu legado é celebrado em diversas frentes: do Prêmio Inezita Barroso na Assembleia Legislativa de São Paulo a exposições, recitais, rodas de conversa e oficinas pelo Sesc em todo o Estado.
Com a intervenção, Cazé reforça o diálogo entre arte urbana e patrimônio cultural. O mural passa a integrar um conjunto de homenagens que mantêm ativa a obra de Inezita Barroso, convidando visitantes e moradores a redescobrir sua história.
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